O Invisível Museu Vivo no MAE/UFBA

 

 

Pequenas e grandes coisas podem ser invisíveis.

Sabemos, e nisto nos comprazemos.

 

Sabemos de pessoas que são invisibilizadas, vítimas do anonimato e da despersonalização.

Sabemos que são invisíveis as coisas óbvias demais.

Sabemos que são invisíveis as estruturas complexas, opressoras nas suas falta de inteligibilidade.

Sabemos que não vemos as coisas espirituais, a despeito da sensação e da experiência.

 

Mas, também sabemos que a invisibilidade tem seus contornos, suas formas de representação.

Um copo meio cheio é um copo meio vazio,

Um copo meio vazio parece meio cheio de nada.

 

O Invisível não é o inominável.      20668205_1465285160217899_928276326_n

O invisível é parte da nossa deliberada cegueira.

É invisível posto que nos recusamos a enxergar.

 

Todo invisível oferece asas a imaginação.

 

O MAE/UFBA sente-se honrado em acolher a ocupação O INVISÍVEL MUSEU VIVO.

 

Suas vitrines vazias clamam por serem vistas no que elas tem de reveladoras.

É deste vazio e deste invisível que brotará a expressão do que está por ser dito:

A arte suplanta o visível, mesmo quando invisível é.

É por este ver e ser visto que todas as paredes reivindicam suas vivacidades…

 

O poeta Maycon Jhossys fará as vezes de mestre de cerimônia e guairá o público nessa jornada de imersão artística, que contará com diversas linguagens, atuações e cenários. O evento trará importantes nomes do novo cenário artístico de Salvador, como: Uerla Cardoso, Danilo Lima, Jamile Cazumbá, Jeisieke de Lundu, Suzernagle Bento (Teatro/Performance); Simone Portugal, Diana Manson, Michelle Saimon (Poesia); Amorera, Thiago Lee, Jono Lenna, Leinne Portugal, Ananda Sandes, Bela Amado (Música); Árya Gabriel, Raphael Dutra, Carlos Victor, Devarnier Hembadoom, Douglas Ayres, Aissa de Castro (artes visuais).  Você pode conferir a programação completa aqui.